Governo Federal incluiu trabalhadores do transporte coletivo no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. Os transportadores rodoviários de carga também serão priorizados.

A novidade consta na nova versão do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, apresentada oficialmente pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 16 de dezembro de 2020.

Outra principal mudança no plano, com relação ao que o Ministério havia divulgado anteriormente, é a previsão de utilização da vacina. De acordo com o governo, nas três primeiras etapas do plano 49,6 milhões de pessoas serão vacinadas.

Confira abaixo os grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19:

– trabalhadores da área da saúde (incluindo profissionais da saúde; profissionais de apoio; cuidadores de idosos; entre outros);

– pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas;

– população idosa (60 anos ou mais);

– indígena aldeado em terras demarcadas aldeados;

– comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas;

– população em situação de rua;

– morbidades (Diabetes mellitus, hipertensão arterial grave de difícil controle ou com lesão de órgão alvo);

– doença pulmonar obstrutiva crônica;

– doença renal;

– doenças cardiovasculares e cérebro-vasculares;

– indivíduos transplantados de órgão sólido;

– anemia falciforme;

– câncer;

– obesidade grau III);

– trabalhadores da educação;

– pessoas com deficiência permanente severa;

– membros das forças de segurança e salvamento;

– funcionários do sistema de privação de liberdade;

– trabalhadores do transporte coletivo;

– transportadores rodoviários de carga;

– população privada de liberdade.

Na ocasião, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o Governo Federal vai incorporar todas as vacinas contra o coronavírus que obtiverem o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “Todas as vacinas produzidas no Brasil, ou pelo Butantan, pela Fiocruz ou qualquer indústria, terão prioridade do SUS e isso está pacificado”, disse.

CRONOGRAMA

A previsão do Governo Federal é de que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021. São eles:

– Primeira fase: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena;

– Segunda fase: pessoas de 60 a 74 anos;

– Terceira fase: pessoas com comorbidades (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras);

Os outros grupos populacionais também considerados prioritários, como os trabalhadores do transporte coletivo, serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas.

“A estimativa do Ministério da Saúde é que sejam necessários 12 meses após o fim da  etapa inicial para realizar a imunização da população em geral. O plano destaca que algumas de suas diretrizes são dinâmicas, e que ele poderá ser revisado com o andamento da campanha, de acordo com as vacinas a serem incorporadas ao SUS. O prazo da vacinação também pode ser alterado conforme a quantidade de doses disponíveis”, informou o Governo, em nota.

O Ministério da Saúde informou ainda que tem a intenção de ofertar a vacina contra a Covid-19 a toda a população para a qual o imunobiológico esteja aprovado, considerando a proteção dos grupos vulneráveis e a manutenção dos serviços essenciais.

No Brasil, quatro vacinas estão na fase III de testes: AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Pfizer. O governo ressaltou que nenhuma solicitou registro emergencial na Anvisa até o momento.

Acesse o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 aqui

SOLICITAÇÃO DA CATEGORIA

A mudança atende a solicitações do setor de transportes. No início do mês de dezembro, o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, encaminhou ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, um pedido formal para incluir os profissionais de todos os segmentos do transporte de cargas e de passageiros no grupo prioritário do plano de imunização da população brasileira contra a Covid-19.

A solicitação incluiu profissionais dos setores rodoviário, ferroviário, aéreo, navegação e portuário. “Esses profissionais são os responsáveis pela prestação dos serviços de transporte de vacinas, pessoas, alimentos, medicamentos e outros suprimentos necessários para atravessarmos o momento crítico que se abateu sobre o país”, afirmou Costa, em nota, na ocasião.

No ofício, o presidente da CNT ressaltou que durante a imunização as autoridades podem contar com a estrutura do Sest / Senat (Serviço Social do Transporte / Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte).

Ao todo, são 157 unidades operacionais distribuídas em todo o território brasileiro, disponibilizadas para a fase de aplicação das vacinas.

A medida também foi tomada pela FETPESP (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo), que enviou ofícios ao governador João Doria e ao secretário estadual da Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, com o pedido.

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