“Desde que a crise no transporte público de Juiz de Fora se avizinhou há alguns anos, já com algumas empresas dando sinais de insuficiência, logo seguido pelos inúmeros atrasos de salários e benefícios dos rodoviários e as consequentes paralisações e greves, a Prefeitura de Juiz de Fora não deu atenção alguma aos trabalhadores do transporte e muito menos à população.

As medidas paliativas tomadas por ela foram praticamente de ausência nas discussões, sempre dizendo ser um problema interno da empresa, não aplicando multas ou penalidades pelos constantes atrasos e descaso e sempre deixando para que a Justiça resolvesse o problema.

Na visão deste Sindicato, a partir do momento que um problema em uma concessão pública gerida por um órgão público, no caso a Prefeitura de Juiz de Fora, afeta a população de uma forma geral e prejudica milhares de trabalhadores,é dever sim de interferência, fiscalização, punição e até de desligamento da empresa do Sistema.

Esta situação, como todos sabem pelo noticiário local, aconteceu diversas vezes e sempre depois de um tempo, no final do movimento, tudo voltava ao “normal” até que no próximo mês acontecesse de novo e a empresa novamente não era punida.

Ultimamente, a Prefeitura tem tomado a medida paliativa das vans, que ela acha que supre a demanda enquanto o problema não é resolvido e entra na Justiça contra o Sindicato e nunca contra a empresa.

Não temos nada contra os irmãos trabalhadores da vans, porém sabemos que eles não resolvem o problema, pois estes veículos só circulam de um ponto central do bairro até o centro, deixando de atender o todo percurso do ônibus, as partes altas dos bairros e os distritos que ficam distantes da zona urbana, como Sarandira, Caeté e outros.

Chega de “fechar os olhos” para os trabalhadores e para a população desses bairros e distritos, queremos uma solução. São milhares de trabalhadores que a mais de um ano todos os meses vêm tendo seus salários e benefícios atrasados, sempre com incertezas no dia do pagamento.

O SinttroJF, pede novamente que a Prefeitura de Juiz de Fora interfira dentro da lei na situação e passe as linhas da GIL, assim como os trabalhadores que lá atuam para a responsabilidade do Consórcio Manchester ou que as “distribua” para as demais empresas do Sistema.

Não queremos “voltar ao normal” e no início do mês que vem estarmos novamente na porta da empresa “suplicando” pelos salários e benefícios de direito desses guerreiros que trabalham diariamente transportando vidas.

Queremos somente o que é de direito do trabalhador – receber pelo trabalho feito!”

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