imagem: Pablo Domingos

A paralisação dos trabalhadores do transporte público em Juiz de Fora chega ao terceiro dia nesta quinta-feira, 20.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sinttro), “as empresas querem reduzir pela metade o salário, jornada de trabalho e suspender a cesta básica e ticket alimentação, algo que não foi aceito pelos funcionários. Assim, a greve teve início na terça-feira, 18.”

Alguns ônibus da Ansal saíram da garagem para atender suas respectivas linhas com escolta de viaturas da Polícia Militar, mas em razão de outros trabalhadores em protesto pelo centro da cidade, eles retornaram com os veículos para a garagem, segundo informações dos rodoviarios no local.

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Na noite de quarta-feira, 19, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) atendeu a um pedido de tutela antecipada de urgência pela Astransp, GIL, Tusmil e São Francisco, determinando que o sindicato garantisse 60% da frota de coletivos na rua e notificou a Polícia Militar para enviar PMs as garagens e evitar que fosse impedida a saída dos veículos.

Em nota, a Astransp, que representa a GIL, Tusmil e São Francisco, informou que “as empresas estão buscando cumprir a liminar. Algumas conseguiram dar saída em alguns ônibus, mas há vários piquetes pela cidade. Há barreiras nas portas das empresas, inclusive na Tusmil o presidente do Sindicato impediu a saída de quem queria trabalhar. Mas as empresas estão acionando a Polícia Militar para tentar circular, porém impedidos pelo Sinttro e por alguns trabaladores. A meta, no entanto, é continuar tentando durante todo o dia cumprir o que determina a liminar.”

Ainda na nota, a ASTRANSP destaca que “buscou incessantemente sensibilizar o SINTTRO da grave situação vivida, e da necessidade de TODOS cederem neste momento, o que implica sim na necessidade da remoção de privilégios que em um período tão difícil quanto o atual, infelizmente, não têm mais lugar.”

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A crise que afeta o transporte local vem desde abril de 2020, quando os efeitos da pandemia começaram a afetar de forma mais séria a saúde financeira das empresas, refletindo no pagamento dos seus colaboradores.

Outras paralisações como forma de protesto foram feitas, em julho devido atrasos em pagamentos pela Goretti Irmãos Ltda (Gil), com adesão de trabalhadores de outras empresas com o envolvimento da justiça pedindo a manutenção de uma frota mínima nas ruas.

No momento os rodoviarios fazem um protesto pela Avenida Rio Branco sentindo Avenida Getúlio Vargas.

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