Os funcionários do Transporte coletivo em Juiz de Fora estão em greve desde as 00:00 da Terça Feira (18), contabilizando mais de 24 horas de paralisação total do sistema.

Até o momento não existe quaisquer previsão de retomada do transporte público na cidade, e os rodoviarios não abandonam a hipótese de travar as principais vias do centro da cidade em manifestação.

Havia uma promessa de 30% da frota durante a greve, porém não foi cumprida a promessa por parte do sindicato e nenhum onibus circulou.

Em nota a Astransp que representa as empresas GIL, Tusmil e São Francisco afirma que “Mesmo em situações de QUEDA no volume de passageiros na ordem de 75%, como foi verificado em Juiz de Fora, no pico da pandemia, a oferta de linhas e horários não chegou a ser reduzida sequer em 45% por parte das autoridades municipais, o que por óbvio implicou e continua implicando em prejuízos milionários para os operadores do sistema de transporte coletivo.

Vivemos um período de crise e de dificuldades nunca vistas por nossa geração, e TODOS precisam fazer sacrifícios em prol de um bem maior, que é a manutenção da geração de emprego e renda nas mais diversas atividades econômicas, mesmo que em condições longe das ideais, forçadas pela instauração do “novo normal”.

Infelizmente, a categoria de trabalhadores no transporte coletivo não parece sensibilizada com a SAÚDE e o BEM ESTAR da POPULAÇÃO de Juiz de Fora, e muito menos com as dificuldades financeiras por que passam as empresas do sistema de transporte.

A ASTRANSP buscou incessantemente sensibilizar o SINTTRO da grave situação vivida, e da necessidade de TODOS cederem neste momento, o que implica sim na necessidade da remoção de privilégios que em um período tão difícil quanto o atual, infelizmente, não têm mais lugar.

O momento é de RESPONSABILIDADE, não se podendo concordar com as imposições do SINTTRO, que simplesmente não terão condições de serem arcadas, e que poderão levar todo o sistema de transporte coletivo de Juiz de Fora à FALÊNCIA.

Além disso, a RESPONSABILIDADE maior que deve prevalecer é com os USUÁRIOS, uma vez que, no atual contexto de profundo desequilíbrio no contrato de concessão, todos os benefícios pretendidos pela categoria implicarão em tarifas ainda mais elevadas no futuro, que por sua vez irão gerar quedas ainda maiores na demanda de passageiros, inviabilizando por completo o sistema de transporte local.

A HORA É DE ENXUGAR CUSTOS, CORTAR PRIVILÉGIOS, FAZER SACRIFÍCIOS, E SERMOS COMPANHEIROS NA DIFICULDADE PARA SUPERARMOS A CRISE QUE ASSOLA TODO O MUNDO!

A ASTRANSP respeita o direito constitucional de greve dos trabalhadores, mas reconhece que a população não pode ser feita refém dos interesses de uma só categoria, ainda mais em tempos tão difíceis como o que todos estão passando, e por isto urge que o SINTTRO respeite a Constituição e garanta a manutenção do serviço essencial de transporte coletivo, ainda que em volume reduzido durante a greve.

AS EMPRESAS APELAM AO BOM SENSO, QUE DEVE SER BASE DE QUALQUER NEGOCIAÇÃO COLETIVA, ESPECIALMENTE EM UM SETOR ESSENCIAL COMO O DE TRANSPORTE COLETIVO URBANO.”

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